outubro 2008


Esse é o projeto de conclusão da Rachell Santana, na faculdade de Desenho Industrial, feito no 1º semestre de 2008. O nome é Patchwork – Histórias entre Linhas e Agulhas.

 

 

“Todos acham que o Patchwork é remendo. Quando comecei a fazer o projeto, meu pai falava que minha avó sempre fazia colchas de remendos. Mas não é assim. Tem um significado.”

 

O Patchwork surgiu nos EUA. Os escravos eram repreendidos e não podiam falar com os senhores e nem com os outros escravos. Havia o grupo dos fugitivos e aqueles que ficavam em casa, em posse do senhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As mulheres faziam os remendos e tiveram a idéia de costurá-los, fazendo desenhos com significado para os escravos fugitivos. Elas faziam as colchas e penduravam para secar, mas aquilo, na verdade, era uma bandeira para os escravos que estavam longe lerem o recado. O senhor não entendia que aquilo era uma mensagem. Pensava que era apenas uma colcha de retalhos.

 

 

“No livro, mostro a historia nos EUA, onde o Patchwork nasceu e como ele é no mundo. Na verdade, juntar retalhos existe desde a época dos faraós. Depois, falo da história aqui no Brasil.”

 

 

 

 

 

Por essa técnica ser dos EUA e dos lugares mais frios, as colchas eram mais quentes. Não tinha isso no Brasil. Aqui, os retalhos são misturados com crochê e fuxico para que não fiquem quente. No Brasil, é como artesanato, enfeite.

 

 

 

 

 

Fecho o blog com esse projeto. Espero que todos tenham gostado e admirado o trabaho dessa excelente profissional.

 

Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br

 

Até uma próxima.

 

Tchau, tchau!

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 Mãe Natureza

Fernando Reis Costa

Ó estirpes que se extinguem da beleza
Que a mãe Natureza ao homem deu!
Vemos hoje que a própria Natureza
Está sendo destruída… e se perdeu!

E o homem, ambicioso e com frieza,
Quer mais e muito mais em cada dia:
Destrói cada vez mais a Natureza
Buscando tostões na tecnologia!

Lembremos a paisagem, outrora linda;
Hoje… terra de cinzas, tão queimada;
No ar, o oxigénio quase finda…

E se a destruição continuar ainda
No ritmo que leva, acelerada…
Do homem-suicida fica “nada”!

 

Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br

 

Esse cliente tinha uma empresa de tecnologia, que prestava serviço para outras empresas. Criava softwares de acordo com a necessidade de cada um. 

 

 

A assinatura visual foi desenvolvida completamente baseada no nome que já estava pronto. Interlocking significa fechadura interna. O cliente já tinha o conceito do que queria passar, de que tudo estaria interligado.

 

 

 

 

Como ele desenvolve software, estudava empresas e montava as coisas como um quebra-cabeça. Era um quebra-cabeça dos problemas. Os quadrados representam as peças.

 

 

 

Ex.: tenho uma padaria e quero saber quantos pães faço por dia ou quantos produtos estragam por mês. 

 

 

 

Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br

 

 

Quer jogar uma bolinha?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prefere ouvir uma música?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ou quem sabe pegar um solzinho?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paula Gabrielle – Como foi seu interesse por mosaico?

Rachell Santana – Me interessei  por mosaico no projeto da luminária (exposto no blog). Eu vi que fiz de uma forma muito difícil, demorei bastante, mas gostei de fazer.

 

 

PG – Depois desse trabalho da luminária, você fez os outros na cara e coragem ou fez algum curso?

RS – Procurei um curso e fiz. Durou apenas quatro dias, mas foi o bastante para aprender tudo. Hoje em dia, eu faço para vender.

 

 

PG – Como você se sente quando está fazendo um trabalho desse?

RS – Eu adoro, sinto-me completa porque faço algo que eu, realmente, gosto. E o melhor, ainda ganho para fazer o que gosto. Se bem que sou privilegiada nesse ponto, amo o que eu faço.

 

 

 

 

Quer curtir a natureza?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vai um carteado?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ou quer brincar com o gato?

 

 

 

 

 

 

  

Contato de Rachell Santana:   rachell_santana@yahoo.com.br

Antes de tudo, o conceito da jóia tinha que ser defindo, isto é, o que você quer passar com isso. Foi escolhido o tema Art Nouveau – um estilo artístico que significa a abundância de ornamento. 

 

 

Os formatos são orgânicos – flor, plantas e galhos.  Não se pode pensar no objeto antes do conceito. 

 

Antigamente, era tudo muito mecanizado, muito reto. Com esse conceito de Art Nouveau, tudo mudou. As pessoas passaram a inventar, originando uma mudança total. Hoje, os portões das casas são como ornamento. Esse estilo também influenciou nas páginas de livro, passaram a ter bordas, cheias de desenhos.

 

 

 

 

 

 

detalhes do pingente e do anel

 

Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br

 

 

O tema que a professora passou era Rio de Janeiro, as peculiaridades do carioca.

Rachell escolheu o Saara por ser um lugar que ela sempre freqüentou desde pequena e, além disso, em sua concepção, não há lugar parecido em cidade nenhuma. É muito cheio de símbolos e signos, por exemplo, os anuncios da radio Saara.

 

 

 

 

O livro chama-se Balangandã e Jóia Rara pelo seguinte: no Saara, você encontra o mais barato e, em contraste, há umas lojas chiquérrimas. Outra coisa, lá vê-se um monte de coisas vendendo e a loja mais chique do shopping tem o enfeite que foi comprado no Saara.

 

 

 

 

“Tem um capítulo, no livro, que eu falo que o Saara fez a história do Brasil. A Alfândega, por exemplo, tudo que chegava no porto ia para lá. Os imigrantes compraram as casas e no andar de baixo construíram as lojas. Falo da rivalidade entre árabes e chineses, que chegaram em 90. Os árabes eram conservadores, as mulheres trabalhavam do lado de dentro, enquanto os chineses chegaram e colocaram a família inteira para trabalhar do lado de fora, até criança.”

 

 

Capítulo do livro que fala sobre a história da Alfândega

 

   

 

 

Página que fala sobre os imigrantes chineses e árabes

 

 

 

 

 

Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br

Tema: Rio de Janeiro

Escolha: Copacabana

Realizado em: 1º semestre de 2006

 

Como era um projeto básico, foi tudo muito primitivo. Só queria a estética e não a funcionalidade. Não foi pensado em como acender a luminária.

 

Nada é feito no computador, tudo é esboçado antes, chama-se esquentação. Foram feitos vários desenhos, nenhum podia ser igual ao outro. 

 

“Pensei na cúpula sendo o poste e a pessoas sentadas no banco”

 

A próxima etapa era a escolha do material. Para o suporte foi utilizado um vaso de planta. Também foram usados: areia da praia; MDF, um tipo de madeira, para fazer o banco e um cabo de guarda-chuva. A cúpula é de papel e o mosaico é de espuma EVA.

 

Esse trabalho foi reconhecido pela faculdade e foi para a exposição.

 

 Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br

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