Editorial


Esse é o projeto de conclusão da Rachell Santana, na faculdade de Desenho Industrial, feito no 1º semestre de 2008. O nome é Patchwork – Histórias entre Linhas e Agulhas.

 

 

“Todos acham que o Patchwork é remendo. Quando comecei a fazer o projeto, meu pai falava que minha avó sempre fazia colchas de remendos. Mas não é assim. Tem um significado.”

 

O Patchwork surgiu nos EUA. Os escravos eram repreendidos e não podiam falar com os senhores e nem com os outros escravos. Havia o grupo dos fugitivos e aqueles que ficavam em casa, em posse do senhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As mulheres faziam os remendos e tiveram a idéia de costurá-los, fazendo desenhos com significado para os escravos fugitivos. Elas faziam as colchas e penduravam para secar, mas aquilo, na verdade, era uma bandeira para os escravos que estavam longe lerem o recado. O senhor não entendia que aquilo era uma mensagem. Pensava que era apenas uma colcha de retalhos.

 

 

“No livro, mostro a historia nos EUA, onde o Patchwork nasceu e como ele é no mundo. Na verdade, juntar retalhos existe desde a época dos faraós. Depois, falo da história aqui no Brasil.”

 

 

 

 

 

Por essa técnica ser dos EUA e dos lugares mais frios, as colchas eram mais quentes. Não tinha isso no Brasil. Aqui, os retalhos são misturados com crochê e fuxico para que não fiquem quente. No Brasil, é como artesanato, enfeite.

 

 

 

 

 

Fecho o blog com esse projeto. Espero que todos tenham gostado e admirado o trabaho dessa excelente profissional.

 

Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br

 

Até uma próxima.

 

Tchau, tchau!

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O tema que a professora passou era Rio de Janeiro, as peculiaridades do carioca.

Rachell escolheu o Saara por ser um lugar que ela sempre freqüentou desde pequena e, além disso, em sua concepção, não há lugar parecido em cidade nenhuma. É muito cheio de símbolos e signos, por exemplo, os anuncios da radio Saara.

 

 

 

 

O livro chama-se Balangandã e Jóia Rara pelo seguinte: no Saara, você encontra o mais barato e, em contraste, há umas lojas chiquérrimas. Outra coisa, lá vê-se um monte de coisas vendendo e a loja mais chique do shopping tem o enfeite que foi comprado no Saara.

 

 

 

 

“Tem um capítulo, no livro, que eu falo que o Saara fez a história do Brasil. A Alfândega, por exemplo, tudo que chegava no porto ia para lá. Os imigrantes compraram as casas e no andar de baixo construíram as lojas. Falo da rivalidade entre árabes e chineses, que chegaram em 90. Os árabes eram conservadores, as mulheres trabalhavam do lado de dentro, enquanto os chineses chegaram e colocaram a família inteira para trabalhar do lado de fora, até criança.”

 

 

Capítulo do livro que fala sobre a história da Alfândega

 

   

 

 

Página que fala sobre os imigrantes chineses e árabes

 

 

 

 

 

Contato de Rachell Santana:  rachell_santana@yahoo.com.br